Banrisulenses se reúnem com o Banco para cobrar o cumprimento de protocolos de saúde durante a pandemia

Banrisul informou que está fora de cogitação retorno ao trabalho presencial neste momento

Os Banrisulenses se reuniram com representantes do Banrisul nesta quarta-feira, 29/7, para tratar sobre COVID-19. Foram discutidas medidas como revezamento, fechamento de agências com casos positivos de COVID-19, aglomeração, distanciamento, atendimento nos caixas, entre outras questões.

  • Revezamento: não existe uma deliberação do banco sobre este ponto, apenas uma orientação sobre o assunto, então, na prática, na maioria das agências não há revezamento. Em outras agências fazem revezamento com as equipes se cruzando entre si o que não é recomendável nem eficiente;
  • O não fechamento das agências quando tem algum caso positivo de COVID-19: algumas administrações não estão seguindo o protocolo de fechamento da agência, testagem de todos/as empregados, sanitização da agência. Foram citados os exemplos da agência de Canoas e da agência Boulevard que só foram fechadas com uma ação sindical, mesmo com casos confirmados de COVID-19 nas agências. As agências que cumprem o protocolo de fechamento, em alguns casos não o fazem de maneira célere. Foi citado o exemplo da agência Lourdes de Caxias do Sul e da agência União em Porto Alegre;
  • Aglomeração nas agências: em algumas agências não está sendo observado o número máximo de clientes (um cliente para cada empregado/a) no recinto e atendimento por agendamento, principalmente nos dias de folhas de pagamento e nas maiores agências;
  • Corte da função de caixa: está ocorrendo em algumas agências e principalmente com os/as empregadas afastados por serem do grupo de risco;
  • Metas para atualização cadastral e consequentemente contato com clientes para se dirigirem as agências;
  • Negativa ou dificuldade de home office para mães/pais com filhos em Idade escolar.

Os banrisulenses colocaram ao negociador do Banco, Fernando Tadeu Perez, que no atual momento conjuntural é uma irresponsabilidade flexibilizar as medidas de prevenção recomendaras pela OMS, lembrando que os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são onde mais crescem os números de infectados e as vítimas pelo coronavírus. Portanto, é imprescindível que o Banco não relaxe nas seguintes medidas:

  • Distanciamento (agendamento e sem aglomeração nos locais de trabalho);
  • Isolamento social, afastamento do grupo de risco, lactantes, home office;
  • Rodízio com equipes distintas (deixar a cargo das administrações não se mostrou eficiente). Observa-se que o rodízio também é importante para o banco porque no caso de empregado(a) infectado tem outra equipe para assumir imediatamente;
  • Testagem deve ser mantida e ampliada.

Perez afirmou que não há cogitação de retorno às atividades enquanto durar a pandemia e enfatizou o compromisso do presidente e da diretoria com a preservação da vida dos empregados e das empregadas do Banrisul e destacou que o presidente determinou o fechamento das agências em casos positivos de COVID-19, testagem dos empregados e maior número possível de empregados em home office.

Os demais representantes do Banco reafirmaram o compromisso com a vida e informaram que além da contratação da telemedicina do Hospital Moinhos de Vento, o Banrisul fez convênio com a CABERGS para testagem.

Os representantes dos banrisulenses reafirmaram que seguem atentos e na luta pela garantia de que os esforços em nome da preservação da vida estejam acima dos interesses econômicos. Não podemos permitir que se ponha em risco grave a vida de milhares de pessoas, sob a alegação de prejuízos de ordem financeira.

Fonte: Sindbancários POA

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