Frente Parlamentar em Defesa do BRDE e BADESUL

Lançamento da Frente Parlamentar lotou o plenarinho da Assembleia Legislativa do RS nesta quarta-feira 13

Frente à ameaça de privatização dos dois bancos, a Frente Parlamentar foi lançada nesta quarta-feira (13), e contou com a presença massiva de bancários, representantes dos sindicatos de Porto Alegre e Florianópolis, FETRAFI-RS e CUT-RS.

Presidida pelo Dep. Adão Villaverde, a frente foi lançada apenas no RS por dois motivos elementares: a sede do BRDE situa-se em Porto Alegre, e a ameaça privatista iniciou nesse estado (considerando apenas a região sul), diante de um suposto rombo no orçamento. Entretanto, caso a ideia de venda do BRDE se espalhe para as outras agências, a ideia é estender ações como essa aos demais estados – como aconteceu na frente de defesa das empresas públicas de SC, cuja inclusão dos bancos catarinenses já foi sugerida pelos bancários.

Embora alguns empregados do BRDE ainda achem impossível a venda do banco, a presença de muitos colegas, inclusive de SC, representa que muitos já estão cientes da gravidade da situação. Diante de discursos pró-privatização, que pregam a alienação de empresas públicas ineficientes, que dão prejuízo e oneram o estado, as falas dos presentes demonstram que esses argumentos não se aplicam ao banco. Segundo Fábio Burkard, dirigente do SEEB Florianópolis e funcionário do BRDE, “o BRDE dá lucro, e sua folha de pagamento é coberta com recursos próprios; portanto, é autossuficiente e não deve ser usado para capitalizar o estado. O impacto do desemprego seria muito maior do que se apresenta de imediato, visto que o BRDE gerou mais de 100 mil empregos diretos e indiretos apenas no RS, nestes últimos 5 anos”.

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Fotos: Clóvis Victória/SindBancários

Segundo o Sindicato do Bancários de Porto Alegre, a intenção do governador do RS é pautar na ALRS, possivelmente no dia 4 de outubro, proposta que envolva a venda do BRDE, Banrisul  e BADESUL.

A Frente Parlamentar já conta com a assinatura de 22 deputados (o mínimo é 19), mas o grupo pretende chegar a 30 nomes. Além disso, como encaminhamento foi decidido que seriam feitas comitivas para visitação aos gabinetes – de forma a pressioná-los pela adesão, bem como unificar as ações desta frente com a Frente Parlamentar de Defesa do Banrisul.

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