Teletrabalho avança com propostas concretas do Banrisul

Banco anuncia que vai garantir cadeiras de quem estiver em home office, intenção de fechar redação de acordo para até o fim do ano, compra de notebooks, aplicação de pesquisa de satisfação e extensão

E a mesa temática de negociação do teletrabalho com a diretoria do Banrisul deu um passo largo na tarde da terça-feira, 17/11. Os representantes do banco nas reuniões temáticas com representantes do Comando Nacional dos Banrisulenses anunciaram avanços. O banco vai garantir o fornecimento de cadeiras para quem estiver em home office, irá adquirir nova leva de notebooks e prepara a aplicação de uma pesquisa de opinião com gestores sobre teletrabalho.

A única previsão que não se confirmou disse respeito ao fechamento da redação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de Teletrabalho. A previsão era de trabalhar com um texto pronto até o final de novembro. Mas, conforme anunciou o banco, dada a complexidade da colocação em prática de um acordo, este deve estar pronto até o final de dezembro.

Outro anúncio importante se relacionou à extensão da vigência do Grupo de Risco e de Contingência para a Covid-19. Assim como os cuidados com os protocolos de sanitização, higienização e de saúde, o Banrisul anunciou, por meio da Instrução Administrativa (IA), com data desta terça, 17/11, a extensão para 31 de janeiro de 2021, do regime de home office.

A orientação da IA é clara. Estão mantidas as equipes de revezamento e a aplicação de contingenciamento para atendimento, se possível, com troca de equipes a cada sete dias. As equipes gestoras foram especialmente mencionadas nessa nova IA. Os gestores terão que monitorar constantemente as condições para eventuais modificações protocolares relacionadas à mais recente decisão do Banrisul de liberar o atendimento.

O banco não trouxe só boas notícias. Os representantes foram taxativos ao dizer que o Banrisul não fornecerá mesa de trabalho para quem estiver em home office e que não vai pagar individualmente despesas com o trabalho em home office. A diretoria aceita negociar um valor que cubra despesas de internet, energia elétrica, fazendo questão de frisar que reconhece o aumento de despesas domésticas com o teletrabalho.

Os representantes do banco iniciaram a reunião falando de uma pesquisa que estão por lançar para avaliar o teletrabalho. Tal pesquisa, segundo explicaram, terá uma fase qualitativa e outra quantitativa. A primeira etapa será aplicar questionário com gestores, com o objetivo de saber quantos dias os gestores estão mais afeitos a orientar o trabalho em casa, por exemplo. A segunda fase, a qualitativa, contém perguntas mais descritivas, como por exemplo, as dificuldades encontradas por quem está no home office, também na visão dos gestores.

A questão da cadeira

A questão da cadeira tem alguns problemas a serem ainda superados. O ideal seria que cada trabalhador comprasse a sua cadeira e cobrasse do banco. No entanto, os dirigentes acreditam que o melhor é trabalhar junto com a engenharia e com o Sesmt no sentido de definir fornecedores e tipos de equipamentos que garantam ergonomia e a saúde dos colegas e definir um valor para ressarcir o colega que precisar adquirir uma cadeira.

O diretor da Fetrafi-RS, Sergio Hoff, fez algumas ponderações acerca do que faltou na equação do banco quanto à avaliação do home office por meio de pesquisa. “A demanda de trabalho nas agências está muito alta. É preciso ter muito cuidado com o pessoal de agência. Também é preciso saber como o pessoal está fazendo para conseguir trabalhar presencialmente. É preciso conhecer a realidade do pessoal de agência também. Cada agência tem a sua própria dinâmica. Não se pode enxergar o pessoal de agência só como alvo do aumento de demanda por trabalho e de metas”, salientou Sergio.

“Acredito que seja do total interesse da empresa, uma vez que vai ressarcir, que essas cadeiras estejam de acordo com as exigências de ergonomia. Queremos saber se não seria mais produtivo que o banco encomendasse uma pesquisa junto à área de qualidade de vida e homologasse alguns modelos de cadeiras presentes no mercado. Então, indica as opções e o empregado escolhe a que mais lhe agradar”, sugeriu o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner.

A diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa, voltou a mencionar a importância de o banco explicar para os(as) Banrisulenses o quanto é importante que ele utilize uma cadeira adequada para que não tenha problemas de saúde como dores na coluna e LER/DORT. “É para o pessoal não adoecer. É preciso incorporar o Sesmt a esta discussão. O banco já tem estudo pronto sobre mobiliário. Tem agência que a engenharia desenhou todo os móveis”, ponderou Denise.

A diretora da Fetrafi-RS, Ana Maria Betim Furquim, lembrou que, desde o início dos debates sobre estrutura de trabalho no home office, a questão da cadeira veio colocada com a necessidade de se levar em consideração a saúde. “A preocupação com a estrutura de trabalho é consenso. Estávamos tranquilos porque havia, por parte do banco, preocupação com a questão da saúde. Não é nem só o valor da cadeira. Às vezes, o próprio colega não se dá conta da importância da cadeira”, acrescentou Ana Betim.

Para o presidente do Sintrafi-SC, Sindicato de Florianópolis, Cleberson Pacheco Eicholz, o banco poderia facilitar a vida dos trabalhadores e até mesmo reduzir seus próprios custos. “Se houver parâmetros ergonômicos, não vejo problemas. O que não entendo é por que o banco não faz contrato com duas ou três empresas? Isso poderia até reduzir os custos. A tendência é que o custo final seja menor. Desde que haja um parâmetro e um controle rigoroso, não tem por que não resolver indicando onde comprar a cadeira”, avaliou Cleberson.

O diretor da Fetrafi-RS, Fábio Alves, cobrou a definição de um valor de ressarcimento para quem precisar adquirir uma cadeira. “Tem que definir um valor. Não vai definir também que o valor vai ser de 500 pila. Com 500 pila se não se consegue comprar uma cadeira decente. Não dá para arrumar problema de saúde paro pessoal. Tem que ser um valor decente para a cadeira”, afirmou Fábio Alves.

O banco ficou de apresentar um valor até o final deste mês e pediu três semanas para já procurar desenvolver cláusulas para o acordo de teletrabalho.

Estudo sobre caixas

O banco, na última reunião, havia ficado de apresentar um dimensionamento do número de caixas necessário para manter o funcionamento das agências. E apresentou. O power point mostrou dados de atendimento nas mais diversas plataformas do banco (presenciais e on line), justificando o descredenciamento de caixas sob o parâmetro de número de autenticações.

Também discorreu sobre o conceito de caixa eventual, e os dados de utilização de caixas que cobrem férias, almoços ou prestam serviços de tesouraria. O projeto do banco é ter em cada uma das agências ao menos um caixa fixo e orientar comissionados a assumirem a condição de caixas eventuais quando necessário for.

Diante dos questionamentos dos dirigentes sobre a vida prática, como a necessidade de o caixa almoçar e tirar férias, o banco apresentou números sobre utilização de caixas eventuais, o que pretende seguir utilizando. De qualquer modo, um estudo completo voltará a ser apresentado até o final do mês. Os dados prévios serão repassados aos dirigentes sindicais que estudarão os dados e apresentarão suas razões em uma próxima reunião sobre o tema caixas.

Agenda de reuniões

Quinta-feira, 19/11 | 13h30 | Ponto Eletrônico

Fonte: Imprensa SindBancários

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