Bancários participam de atos em defesa do SUS e cobram vacina para todos

Em Florianópolis um ato simbólico foi realizado em frente à Catedral, localizada na praça XV

Nesta quarta-feira, 7, Dia Mundial da Saúde, foram realizadas em diversas cidades do país, mobilizações convocadas pelas centrais e movimentos sociais. Os atos simbólicos e atividades virtuais tiveram como objetivo cobrar: vacina para todos já, quebra de patentes, defesa do SUS e dos empregos.

O presidente do Sintrafi, Cleberson Pacheco Eichholz, destaca: “Para os que de fato, tem a vida como valor fundamental e insubstituível, não há dúvidas em relação a emergência epidemiológica que atravessamos e a urgência em se adotar todas as medidas que possam reduzir os impactos da pandemia do novo coronavírus.” O dirigente destaca ainda que não podemos criar uma disputa entre preservação da vida e preocupação com a economia: “Qualquer ser humano, dotado do mínimo de sensibilidade e inteligência sabe que, sem que preservemos a saúde da população, não haverá economia que se salve.” , concluí Cleberson.

Dia Mundial da Saúde em plena pandemia

Criado em 7 de abril de 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a sociedade sobre qualidade de vida e sobre fatores que afetam a saúde da população, este ano o dia foi marcado por protestos, especialmente no Brasil. Os brasileiros enfrentam a maior crise sanitária de sua história com o agravamento da pandemia do novo coronavírus. Com aproximadamente 3% da população mundial, o Brasil concentra 30% de novas infecções registradas diariamente em todo o planeta. Especialistas na área de saúde apontam que abril pode ser o pior mês da pandemia até agora e que, se nada for feito, o Brasil terá um total de 600 mil mortes até julho.

Por isso, no Dia Mundial da Saúde, as centrais sindicais e os movimentos sociais tiveram como foco central da luta a cobrança por medidas mais restritivas e vacinação imediata para população.
Na ocasião os trabalhadores reforçaram a defesa da vida e a proteção aos empregos. O mote das atividades foi ‘salvar vidas, proteger o trabalho, vacina para todos e defesa da quebra de patentes.

Quando se fala em ‘quebra de patentes’, refere-se a licença compulsória ou obrigatória de patentes que, na prática, significa uma suspensão temporária do direito de exclusividade do dono do produto, a chamada patente, que permite a produção, uso, venda ou importação do produto ou processo patenteado, por um terceiro, desde que tenha sido colocado no mercado. A medida é fundamental para diminuir os custos de vacinas e insumos para que possam ser fabricadas em larga escala, por mais laboratórios e assim, garantir que todos ao redor do mundo possam ser vacinados.

Sintrafi Florianópolis

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