Deputados aprovam moção para garantir serviço bancário em municípios de SC

Encaminhamento teve origem na plenária estadual dos funcionários do BB e foi repassado ao deputado Fabiano da Luz pelos dirigentes do Sintrafi e Fetrafi/SC

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, por unanimidade, a moção apresentada pelo deputado Fabiano da Luz (PT), contra o fechamento de agências do Banco do Brasil em diversas cidades catarinenses. O encerramento das atividades nesses municípios faz parte do Plano de Reestruturação do BB, que está sendo implementado pelo governo Bolsonaro.

A moção é resultado de um pedido feito durante a plenária estadual da categoria bancária. A reivindicação foi apresentada em reunião no gabinete do deputado Fabiano da Luz, que contou com a presença de Marco Silvano, dirigente do Sintrafi Florianópolis e Região; e dos membros da direção da Fetrafi/SC, Jacir Zimmer, Denilson Machado e Luiz Toniolo.

O texto da moção aprovada na Alesc será enviado ao presidente da República, ao presidente do Banco do Brasil, e para os presidentes do Senado e da Câmara Federal.

Os impactos da reestruturação

No mês de janeiro, a direção do Banco do Brasil, comandada por Bolsonaro, anunciou os detalhes do Plano de Reestruturação da empresa, que prevê o fechamento de aproximadamente 200 agências espalhadas pelo País, além de transformar outras centenas em postos de atendimento. Além disso, entre as medidas, está a intenção de reduzir cerca de cinco mil postos de trabalho, prejudicando ainda mais a população.

O processo de reestruturação do banco, com o consequente fechamento de agências, é uma medida economicamente injustificável. Os municípios necessitam do apoio dos bancos públicos para o desenvolvimento local. Por outro lado, quanto mais agências, maior a geração de empregos e maior o lucro que retorna para o tesouro nacional.

Responsável por mais de 90% do crédito rural em Santa Catarina, o Banco do Brasil atua também no financiamento direto de milhares de pequenas e médias empresas, o que garante empregos e a sobrevivência de milhares de famílias catarinenses.

Não bastasse a crise econômica que assola o País, a insensibilidade de Bolsonaro, do seu ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do BB, André Brandão, vai gerar ainda mais dificuldade para a retomada da atividade econômica e dos empregos.

São inúmeros os impactos negativos das medidas anunciadas pela direção do BB, com impactos inclusive na saúde pública. Com menos agências disponíveis à população, os atendimentos irão se concentrar em poucos locais, lotando as agências e causando aglomerações. A situação significa um grande risco de contágio por Covid-19 para funcionários e clientes.

Agenda de denúncia permanece

No próximo dia 18 de março, às 9h, está prevista uma reunião com a presidência da Assembleia Legislativa do Estado para tratar dos impactos do Plano de Reestruturação do Banco do Brasil para Santa Catarina.

As entidades sindicais trabalham para denunciar o caráter das medidas pretendidas pela direção bolsonarista do BB.

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