Ansiedade e revolta marcam o dia 10, nas agências da Caixa, em todo país

Os empregados da Caixa estarão mobilizados em todo o Brasil, na próxima quinta-feira (13), em defesa da Caixa 100% pública. O Dia Nacional de Luta tem como objetivo reforçar a campanha #ACAIXAÉTODASUA e denunciar os ataques que os trabalhadores estão sofrendo diante da reestruturação

Para reforçar o ato, as entidades representativas orientam os empregados a usarem preto no dia da mobilização e realizarem reuniões com os colegas e conversas com a população para apresentar os riscos que a Caixa corre com as vendas de áreas estratégicas do banco.

A direção da Caixa, em anúncio feito via streaming para toda a rede de agências, apresentou nova fase da “reestruturação”, que prevê movimentações e descomissionamentos para todos os empregados das agências e PAB’s, com exceção (neste momento) dos ocupantes das funções de Caixa, Tesoureiro e Avaliador de Penhor. Mesmo TBN’s que não ocupam função gratificada podem ser transferidos.

Nesta etapa, a direção do banco anunciou uma nova estrutura de funções para as unidades de ponta, prevendo a extinção das antigas.

O atual ocupante de FG/CC deve manifestar interesse em permanecer na função equivalente, ainda a ser criada, em sua atual unidade ou em outra de seu interesse. Sua manutenção na função ou na unidade escolhida dependem, porém, de sua “validação” pela chefia da unidade. Caso não seja “validado”, o empregado sofre descomissionamento. Está prevista uma “repescagem” em 21 de fevereiro.

Os procedimentos apresentados pela direção estão repletos de problemas e demonstram a ausência de planejamento da chamada “reestruturação”.

Os prazos são curtos: o encerramento das manifestações pelos Gerentes Regionais está previsto para as 20 horas de segunda-feira, 10 de fevereiro, mesmo dia do anúncio das mudanças. Para as demais funções – exceto Gerentes Gerais – até quarta-feira, 12 de fevereiro e para os Gerentes Gerais, dias 13 e 14, quinta e sexta-feira.

A metodologia de escolha prevê a aplicação do Score no PSI (procedimento não previsto na norma e que prejudica colegas oriundos das extintas SR’s).

A Caixa não apresenta a quantidade de vagas disponíveis nas unidades e quando mostra a tipologia de agências e dimensionamento de carteiras, traz erros aritméticos grosseiros.”

No mês passado, três SRs foram extintas em Santa Catarina e até agora, as pessoas lotadas nestas SRs não sabem onde e quando serão realocadas.

“Houvesse racionalidade por parte da direção, estes processos não seriam aplicados às vésperas de mudanças mais profundas, que tornam as decisões tomadas sem efeito. Nas palavras da própria direção, houve “sombreamento”.

Outro contrassenso foi criar funções no Varejo, como a de GCN, que foram excluídas no modelo “proposto”. Houve investimento por parte da empresa e dos empregados, que a direção agora pretende jogar fora.

Além disso, faltam informações básicas, como atribuição de parte das novas funções e remuneração prevista.

Não é detalhado, por exemplo, como seria definido o porte das agências com a nova tipologia.

A direção da empresa quer empurrar os empregados a decidirem sem as mínimas condições de avaliar adequadamente a situação.”

A Comissão Executiva dos Empregados – CEE, que representa os empregados da Caixa nas negociações com o banco, tem reunião marcada para esta quarta-feira, 12, com a diretoria da Caixa e terá como pauta a reestruturação na empresa.  

O SINTRAFI Florianópolis (SEEB) e sua assessoria jurídica estão trabalhando para ver os caminhos jurídicos a serem tomados.

Enquanto isso, as entidades representativas preparam ações de resistência junto à categoria. “A hora é de união e reação. Não podemos ficar escondidos, com medo. Depois dos desmandos serem efetivados, tudo fica mais complicado.” incentiva a diretora do SINTRAFI/APCEF Zuleida Rosa.

Fonte APCEF SP

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