Caixa não traz PLR Social para negociação e encarece Saúde Caixa

Representantes dos empregados avaliam proposta como um ultraje aos trabalhadores, que estão arriscando a saúde nas agências para viabilizar o pagamento do auxílio emergencial; Negociação teve uma pausa e será retomada em breve

Ao contrário do que afirmou em comunicado divulgado na Intranet, a Caixa apresentou uma proposta que retira conquistas dos empregados, encarecendo o Saúde Caixa. Na negociação, que teve uma pausa e será retomada em breve, a direção do banco público também não trouxe proposta para a PLR Social. 

PLR

Sobre a PLR, a Caixa propõe a manutenção do pagamento da PLR modalidade Fenaban, com garantia de uma remuneração base. Porém, não trouxe para a mesa de negociação a PLR Social. 

“Os empregados estão arriscando a saúde para realizar o pagamento do auxílio emergencial, em meio à uma pandemia. É a PLR Social que remunera os empregados justamente por estes serviços sociais, que só a Caixa executa. Não abrimos mão desta conquista. A retirada de direitos não pode ser a ‘recompensa’ para a ‘família Caixa’, como foram chamados os trabalhadores do banco pelo presidente Pedro Guimarães, em lágrimas. É inadmissível. Um ultraje”, destaca o diretor do Sindicato e membro da CEE/Caixa, Dionísio Reis. 

Saúde Caixa   

Para o Saúde Caixa, a direção do banco propõe a manutenção da proporção 70/30 por um ano, com a Caixa arcando com a diferença caso os gastos ultrapassem o teto de 6,5% da folha. Entretanto, querem que a mensalidade suba para 3,7% da remuneração do titular mais 0,5% por dependente. Além disso, a coparticipação iria para 30% por procedimento, com teto de R$ 2.870,00 por usuário. 

“A direção da Caixa, quando os empregados estão na linha de frente do atendimento a população que mais precisa de amparo, em meio à uma pandemia, quer encarecer o plano de saúde dos trabalhadores. A proposta não contempla os empregados. Quem possui três dependentes vai pagar quase 5,2% de mensalidade no plano de saúde, fora a coparticipação. O argumento da Caixa da necessidade de cumprir o Acordo de Basileia não pode justificar que este ônus seja transferido aos empregados”, conclui Leonardo Quadros, diretor da Apcef-SP e da Fetec-SP.

Fonte: SP Bancários

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