Sem almoço, funcionários do Bradesco/HSBC enfrentam fila de clientes em busca de atendimento  

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Na tarde desta sexta-feira, dia 4 de novembro, o Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região foi informado do transtorno vivido pelos trabalhadores da agência Osmar Cunha, do banco Bradesco/HSBC. Segundo a denúncia, os funcionários do banco não conseguiam tirar seu horário de almoço devido ao forte movimento da agência.

Uma comitiva de digirentes do SEEB Floripa se dirigiu ao local e constatou a fila que saia da agência. Segundo relatos, haviam clientes esperando por mais de 3 horas para ser atendidos. Os diretores do Sindicato estenderam uma faixa e se postaram em frente a agência, denunciando a condição adversa de trabalho e atendimento vivido naquele local. Após alguns minutos – e da pressão do Sindicato – o banco enviou outros dois funcionários para atender no local.

Transição à toque de caixa

Problemas, tanto no atendimento aos clientes como na relação com os trabalhadores tem aumentado desde a compra do HSBC pelo Bradesco. A migração dos clientes, iniciada no dia 8 de outubro, tem dado dor de cabeça especificamente para os correntistas do banco inglês.

As reclamações mais recorrentes apontam falha na transição de conta salário para o Bradesco, bloqueio do cartão do HSBC e demora na entrega do cartão de débito do Bradesco. Há também relatos de débito do valor integral de dívidas que estavam em negociação no HSBC.

Os bancários nas agências oriundos do HSBC não receberam treinamento para interagir com o sistema do Bradesco, o que acarretou na hostilização e humilhação por parte de alguns clientes por não conseguirem ter seus problemas resolvidos. Houve extrapolação da jornada em mais de duas horas extras diárias em alguns locais, transgredindo a legislação trabalhista. O desrespeito ao intervalo de refeição, entre outros problemas, também assolam os trabalhadores, que se sentem desassistidos pelo novo patrão.

Ocorreram também vários problemas de sistemas, podemos citar: dificuldades no atendimento de pessoas jurídicas, falhas nas folhas de pagamentos de empresas, falhas no registro ponto de funcionários, crédito dos tíquetes alimentação efetuada menor para os funcionários ex-HSBC no pré-lançamento, etc.

Em alguns departamentos, o Bradesco não irá pagar as horas extras, implementando unilateralmente um programa de compensação de horas.

20161104_141418Gestores do HSBC querendo mostrar serviço estão assediando e pressionando os bancários, tanto nas agências quanto nos departamentos em Curitiba e região para antecipar o cumprimento das metas de dezembro.

É possível observar que todo aquele esforço realizado na campanha de “boas vindas” para os funcionários do ex-HSBC foi jogado ralo abaixo.

Mais respeito ao cliente e ao bancário

O SEEB Florianópolis considera um desrespeito aos trabalhadores e correntistas a forma como a transição HSBC/Bradesco tem se dado em todo o Brasil. A “toque de caixa”, a migração só acarretou problemas e agravou outros tantos. Para Edilane F. Teodoro, dirigente do SEEB e funcionária do HSBC/Bradesco, os problemas de migração dos sistemas poderiam ter sido melhor conduzidos pelo banco, de forma a preservar as relações de trabalho com seus funcionários e respeitar o cliente bancário.

A Direção do SEEB reafirma a disposição de monitorar essa transição denunciando qualquer descumprimento de obrigações e desrespeito com bancários e clientes.

 

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