Audiência Pública na ALESC lança manifesto contra privatizações

Mais do que uma questão de debate sobre emprego, direitos ou condições de trabalho, a audiência pública realizada nesta segunda-feira, dia 18, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), deixou claro que a sociedade é quem mais perde com os processos de privatização em curso no país.

Bancários de Santa Catarina, representantes de sindicatos e de órgão públicos federais e estaduais participaram nesta segunda-feira (18), no auditório Antonieta de Barros, de uma audiência pública, organizada pelo Fórum Parlamentar pelo Fortalecimento das Empresas Públicas e a Frente Mista em Defesa da Soberania Nacional, contra propostas de privatização que estão sendo estudadas pelos governos federal e estadual e poderão ser analisadas no Congresso Nacional. Um manifesto público resultado do evento será encaminhado aos parlamentares em Brasília e serão agendadas audiências com representantes dos governos federal e estadual para manifestar contrariedade às propostas de privatização.

O bancário e Coordenador da Fetrafi/SC Jacir Antônio Zimmer destacou a importância da manutenção dos bancos públicos “O impacto que o fim dos bancos públicos poderá causar a economia nacional e regional são enormes. Aqui no nosso estado não significaria apenas milhares de desempregados. Além do desemprego, há ameaça ao acesso ao crédito e financiamento a juros menores, com subsídio público, que dá condições aos agricultores, pequenos e médios industriais, comerciantes e demais cidadãos que investem na econômica local, gerando por sua vez emprego e contribuindo na arrecadação de impostos no estado, compromete profundamente uma dinâmica de crescimento e subsistência. Por isso estamos aqui e lutaremos com todas as nossas forças para defender não só os bancos públicos mas as empresas e os serviços públicos que são tão importantes para toda sociedade”.

Proponente da audiência pública, o coordenador do Fórum Parlamentar pelo Fortalecimento das Empresas Públicas, deputado Fabiano da Luz, afirmou que o evento teve como objetivo defender a soberania nacional e garantir a permanência das empresas públicas como patrimônio da sociedade. “Não podemos permitir que o governo enfraqueça, diminua a ponto de nós não termos mais patrimônio público. Imagine privatizar todas as empresas públicas, acabar com o serviço público, como muitos do governo defendem. O que vai sobrar do Brasil?”

Para Fabiano da Luz, o governo federal está na contramão daquilo que está ocorrendo em governos fortes, como os EUA, que é um governo capitalista. “Eles têm lá, que a energia, a água e o serviço público são considerados patrimônio nacional e, inclusive, são protegidos pelas forças armadas. Aqui, no Brasil, estamos vendo que defendem o contrário. É o governo querendo vender, entregar e enfraquecer aquilo que é nosso maior patrimônio, que é o serviço público.” O deputado reiterou a importância da defesa da não privatização. “Precisamos defender o que é nosso e enfatizar a importância deste movimento pela soberania nacional. O maior legado das nossas empresas públicas é o compromisso social, o lado humano da sociedade.”

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul, deputado federal Pedro Uczai, afirmou que existe uma preocupação com a proposta de privatização do governo federal. Segundo o parlamentar, no mundo inteiro está se revertendo as privatizações, se reestatizando setores estratégicos como água, energia, petróleo e saneamento. “A China e a Noruega não vendem setores estratégicos como o petróleo e nós (o Brasil) estamos vendendo. O setor de energia nos EUA, depois de 30 anos, voltou para o governo federal e vai para segurança nacional, onde é controlado pelo Exército e nós queremos privatizar a Eletrobrás e a Eletrosul. Então, em nome da soberania nacional, a não privatização é buscar que o serviço público seja de maior qualidade para o povo e ao mesmo tempo retornar em impostos.”

SEEB Floripa com informações da ALESC

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